lusco-fusco

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«…o exercício de reconhecer valor cultural a cada bocado de um todo ou ao todo feito em bocados.»

Já se sabia que a arte contemporânea expõe o fragmento; e, por vezes, se constrói sobre o fragmento. Mas não se sabia que uma arte (a música, o teatro) ou uma acção artística podiam ser entendidas como um vaso de barro partido em cacos.
Estou por tudo. Só me faltava estranhar que esta escavacada cabeça repousasse em papel de timbre oficial.

corrector? proibido.

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As primeiras linhas cativaram. Avancei. «Há!» E não percebi o sentido de escrever, naquela frase, «Existe! Sim, isto existe!» Tinha sido o corrector. A intenção (que não ponho em dúvida as intenções de quem não conheço) fora exclamar «Ah!», mas o corrector, humano ou programado, endiabrou-se e esticou a perninha para o tropeção.
Acabou ali mesmo a leitura.
Ou confio no português de quem escreve, ou passo adiante.